Uma das atrações do Parque de Exposições Mário Bernardino Ramos (Pavilhões da Festa da Uva) é o Museu do Comércio.
O espaço, localizado na casa de número 9 da Réplica de Caxias do Sul, reproduz por meio de centenas de objetos, roupas e mobiliário um típico Armazém de Secos & Molhados do final do Século 19, início da colonização italiana.s
O museu é uma iniciativa do Sindilojas. Criado em 2000 após uma pesquisa histórica detalhada, o local foi tomando forma através da reprodução de móveis antigos e doações de peças da comunidade e comerciantes.
“Caxias do Sul nasceu da agricultura, mas sua economia vingou no comércio. Com o passar do tempo, e através de muito trabalho e persistência dos primeiros moradores e seus descendentes, o município tornou-se uma potência industrial”, destaca o presidente do sindicato, Ivanir Gasparin.
O desenvolvimento do setor através dos tempos
Em 1875, o comércio chegou à região da Serra juntamente com os imigrantes italianos. Os pequenos proprietários, agricultores, arrendatários e operários que aqui se instalaram viviam em situação de miserabilidade.
Os colonos poupavam o pouco que tinham para adquirir o imprescindível e produziam todo o possível em casa. Um troca-troca natural de gêneros integrou as relações e, assim, os moradores iniciaram um comércio modesto.
Três anos após o início da organização e povoamento da Colônia Caxias, já existiam 10 armazéns de Secos & Molhados na sede, além de outras 85 casas comerciais espalhadas pelos travessões e léguas para uma população de 3.849 habitantes.
O Sindilojas, que iniciou suas atividades em 1954, atualmente representa mais de 11 mil empresas em sua base territorial (Caxias do Sul, São Marcos, Flores da Cunha, Antônio Prado e Nova Pádua), cerca de 10 mil instaladas no município sede.
Somente em Caxias o setor emprega 21,9 mil funcionários.